Descobri o mundo do recrutamento e selecção especializado já lá vai quase uma década e meia, mas o meu caminho tem sido percorrido nos trilhos do Executive Search.

Naquela altura, recorrendo a uma imagem de dinossauro já extinto, percebo hoje o quão está diferente uma realidade que conhecia. Mudou toda e qualquer abordagem ao candidato, mudou a forma de identificar os perfis, mudaram os nomes das funções e sobretudo mudaram as exigências dos clientes e candidatos perante a nossa actividade enquanto consultores que têm a missão de ajudar as organizações a melhorar o seu negócio através das pessoas.

A própria indústria do “clássico” Executive Search – altamente direcionado para perfil C-Level, teve que mudar e adaptar-se a uma nova realidade e forma de recrutamento, até porque o LinkedIn de hoje já “faz” tanto recrutamento como os consultores de outros tempos e sobretudo porque cresce cada vez mais a necessidade de garantir ao nosso cliente recursos para posições de middle management ou de suporte à decisão, passando assim a serem identificados com o mesmo rigor, agilidade e destreza com recurso à tradicional prática, hoje quase ancestral – pesquisa directa.

O nível de serviço a garantir às organizações que nos procuram cada vez mais, não pode nem hoje nem amanhã ser descurado, pois os níveis de competitividade nos mercados são e serão cada vez mais elevados o que conduz à necessidade de recursos mais dotados e ecléticos em várias matérias por forma acompanhar o crescimento das organizações assegurando assim a presença no mercado.

Assim o acompanhamento do cliente e candidato – hoje ou no futuro – terá sempre que passar pela nossa disponibilidade de tempo e flexibilidade, pelo refinamento da competência de escuta e pela compreensão de necessidades mútuas, ou seja, pela correcta leitura que fazemos destas adicionando apenas a esta fórmula o conhecimento real que temos num determinado sector de actividade tão particular.

Poderão surgir novas funções, novas abordagens ao método de recrutamento especializado e até o próprio mercado pode mudar nas suas dinâmicas, porém só as empresas ou os consultores que conseguirem desenvolver processos ou boas práticas em sintonia com um serviço personalizado poderão ter sucesso. Só esta mentalidade consegue acompanhar a competitividade inerente entre empresas.

Afinal os dinossauros ainda existem!

Autor: Artur Madeira Lopes

Artur Madeira Lopes (artigo escrito sem recurso ao Acordo Ortográfico)

leave a Comment